Novos ares

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Resolvi dar voz ao coração, aqui também: Junedays . Lá, tudo isso que com carinho eu coloco aqui em forma de citações, músicas e reflexões, ganha vida com palavras e essa bagagem que cresce a cada dia, criando a minha história.

Um ano

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Encontrar as palavras que definam o último ano não é tarefa fácil, mas vou tentar. Foi a forma que eu encontrei de lidar com essa saudade que não cabe no peito. 

Era um ano de poucas metas.
Começar os 25 anos, mantendo o ritmo, sem grandes atropelos.
Dedicando 8h por dia, vestindo a camisa e em pequenas doses começar a colher os frutos dos últimos cinco anos.

Mas logo no início do ano, veio essa força maior.
Que te vira do avesso e que faz você aprender ou pelo amor ou pela dor.

Dessa vez veio do jeito mais difícil.
Quando você se foi antes que eu pudesse me despedir.

A ficha caiu.
Eu já não enxergava o mundo fora daqueles papéis. Minhas tarefas e obrigações.
Uma busca de reconhecimento, nutrida por uma pitada de expectativas.

O ano sem você não foi fácil. O telefone já não tocava mais com o seu nome.

Foi o suficiente para entender que para todas as coisas na vida damos um jeito - até para as coisas que nos julgávamos indispensáveis -, mas o tempo não pára, para nos preparar para essas perdas.

Com essa lição foi quase inevitável dar um passo para trás.
Para ganhar perspectiva. Só com isso eu saberia pra onde ir… ou chegar.

Você esteve presente em cada novo passo que eu dava.
Foi com as suas histórias de vida, contadas pela minha mãe, que fiz as pazes comigo mesma, enxerguei o meu valor e assim, descobri a essência do auto respeito.

Falando assim parece fácil. Parece que foi da noite para o dia, mas não foi bem assim. Foram bons meses até entender que com o pior, há sempre um melhor por vir. Não importa as situações da vida… elas sempre te farão olhar além do buraco da fechadura.

Com todas essas conclusões, tomei uma atitude positiva em busca da minha essência, vô. Deu um frio na barriga. Afinal, não tinha mais você ou ela (minha avó) para dar aquele empurrão. Mas sei que vocês sussurraram no ouvido da sua filha as palavras que me impulsionaram.

E como a vida é generosa, reconheci que cada pessoa que conheci, cada encontro, me ajudou a sustentar essas novas e importantes escolhas. Mesmo que elas não sejam as mais convencionais e, talvez, exijam um pouco mais. Elas são as certas até o momento.

Até que se inicie um novo ciclo, novas possibilidades. Sem medo de errar. Mesmo que seja para recomeçar.

Esses dias, em uma palestra, disseram algo assim:
-  Vemos o mundo não como ele é, mas como somos. Cabe a você acertar na decisão. 

E eu acredito com todas as minhas forças que eu estou construindo um mundo mais bonito ao meu redor.

Ao invés de colher apenas resoluções de ano novo, continuei cultivando os ensinamentos que você e minha avó semearam uma vida inteira para colher as mudanças que eu tanto desejava.

Hoje completa um ano desde que você partiu. 
E partindo, me fez despertar para a vida.  

"Empty yourself and let the universe fill you" 

via Bodhgaya Films

inna-moraes:

Dias. Mensuramos a vida através de dias. Dias ruins, dias bons, até quando não tivermos mais nenhum para viver. Muitas vezes nos esquecemos deste detalhe, nos tornamos tão eternos no presente que sofremos como se as coisas ruins fossem perdurar a eternidade.

"E se tropeçar
Do chão não vai passar
Quem sete vezes cai levanta oito”

Inspiração visual: Melina Souza

E assim começa 2014.  Eu e meus 26 anos =) 
Make a wish!

E assim começa 2014.  Eu e meus 26 anos =) 

Make a wish!

Via @colheradacultural

1 Jan

"É bom ter muitas personas, colecioná-las, costurar algumas, recolhê-las à medida que avançamos na vida. Quando vamos envelhecendo cada vez mais, com uma coleção dessas à nossa disposição, descobrimos que podemos ser qualquer coisa, a qualquer hora que desejemos."

29 Dec
"Quando os ventos da mudança sopram , umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos."

- Erico Veríssimo

26 Dec